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Inclusão é mais que Aceitação

Trabalhar pela inclusão é constantemente promover maior conscientização, adequação, capacitação, orientação, etc. É atuar em escolas públicas e privadas, entidades, sociedade, clínicas, órgãos governamentais, etc. É desenvolver e acompanhar políticas públicas. É uma luta ampla e árdua

Inclusão é mais que Aceitação
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Por: Maria Eugênia Braga

Para nós que estamos desse lado da batalha parece um caminho tão óbvio, tão natural. Mas, porque ainda é tão difícil concretizar a inclusão em nossa sociedade?

Talvez, porque o assunto seja relativamente novo?

Voltamos a 1961, quando a nossa Lei de Diretrizes e Bases (LDB), pela primeira vez no Brasil, usando a palavra “excepcionais”, abre caminho para inclusão: “A Educação de excepcionais, deve, no que for possível, enquadrar-se no sistema geral de Educação, a fim de integrá-los na comunidade.”

Depois disso, entre várias leis, já segregamos  (LDB de 1971 / PNE 1994), incluímos novamente (Constituição Federal de 1988 / PNE 2001 e outras consecutivas), mas o fato é que á quase 60 anos, buscamos a tal inclusão.

Isso é pouco?

 Talvez historicamente, mas já são duas novas gerações nascidas a luz da inclusão. Uma outra nova geração vem chegando e por que ela ainda não é um fato, porque não segue o tal caminho óbvio e natural?

Falta de instrução adequada de nossos profissionais? Afinal é tamanha a complexidade do assunto, são vários os temas de inclusão: transtornos, alterações, comprometimentos físicos, intelectuais, psicológicos, biológicos, neurológicos, tanto de desenvolvimento/congênito, ou adquirido. São várias técnicas, métodos, tecnologias, aplicativos, suportes tanto técnicos quanto físicos que permitem lidar com essas várias possibilidades.

 Temos ainda outro abismo a superar, a falta de integração entre educação e saúde. Duas áreas que tem seus caminhos individuais, quando deveriam estar absolutamente em conexão. Os educadores não dominam os mistérios da saúde, os agentes de saúde não dominam as teorias educacionais.

 Mas, também não é por aí que chegaremos a resposta da primeira pergunta do texto, pois embora sejam condições que atinjam todo o sistema educacional e de saúde, ainda assim podemos pincelar casos de sucesso e alguns desses casos, acontecem em lugares tão recônditos, onde é inimaginável sequer que haja esses questionamentos.

 Mas se focarmos apenas nesses tais casos de sucesso, conseguimos entender o que foi fundamental para se atingir de fato a inclusão.

 Individualmente, em cada caso de sucesso, há histórias de coragem, dedicação, perseverança, acolhimento, compreensão, bom senso, carinho, afeto e sobretudo Amor. Em cada caso de sucesso, houve uma história de amor e uma real aceitação do outro como ele é, não julgando, mas acolhendo, ajudando e admirando. Não julgar, abre possibilidade de enxergar o outro e suas dificuldades, mas também de enxergar seus potenciais. Admirar e ter afeto, permite observar no outro os sinais que orientam o caminho a seguir e com coragem e bom senso segue-se esse caminho.

 E na sociedade, o que acontece?

 Ainda julgamos, evitamos enxergar, se olhamos o fazemos com estranheza e repulsa, nos afastamos, desviamos os olhares, damos as costas, nos eximimos desse “problema”.

 Nos falta olhar para o outro como igual, independente das nossas diferenças, sejam elas de que natureza for, afinal todos temos o direito de estar em sociedade, de viver todas as oportunidades e desenvolver todos nossos potenciais.

 Podemos criar políticas públicas, podemos chegar a um nível de formação adequado. Podemos incentivar que educação e saúde concretizem uma “parceria” que produzirá um trabalho relevante para a sociedade. Mas enquanto a sociedade não trabalhar a aceitação do que lhe parece diferente, ainda assim não teremos inclusão.

 Julgar, segregar, ignorar, desmerecer, desrespeitar, temer, mimar, superproteger, desesperar, devem dar lugar a querer ajudar, querer compreender, observar, ouvir, estimular, preparar, confiar, ter bom senso, aceitar, acolher, conviver, reconhecer potenciais. E essas não são apenas orientações para pais, professores e clínicos, são orientações para cada indivíduo na sociedade, pois cada um de nós tem um papel importante nesse processo de aceitação e inclusão.

Olhe, toque, pergunte, ouça, tente compreender, ajude, chore, promova uma catarse se reconhecendo na dor do outro, desespere, descabele, ame, aceite, admire, sorria, ria com o outro, sua atitude ajudará a mudar o mundo, inclua o outro e se inclua numa sociedade justa.

Incluir é Aceitar e Acolher.

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Já temos 4 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Maria Eugênia Braga

Maria Eugênia Braga

Bj Angela!!! Vindo de vc significa muito!!! Saudade!!!
★★★★★DIA 25.07.19 18h07RESPONDER
Nubia Paula
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ALTINA Mota

ALTINA Mota

Excelente reflexão!!
Parabéns!!
★★★★★DIA 03.05.19 14h22RESPONDER
Nubia Paula, Maria Eugênia Braga
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Maria Eugênia Braga

Maria Eugênia Braga

bj Altina querida!!
★★★★★DIA 25.07.19 18h07RESPONDER
Nubia Paula
Enviando Comentário Fechar :/
Maria Angela Nogueira Nico

Maria Angela Nogueira Nico

Maravilhoso este artigo! Bem esclarecedor... Parabéns Maria Eugênia
★★★★★DIA 03.05.19 13h23RESPONDER
Nubia Paula, Maria Eugênia Braga
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