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Cyberbullyng, arma virtual legalizada

O bullying em sua forma mais caótica e impactante é quando a “zoação” vai para o ambiente virtual

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Cyberbullyng, arma virtual legalizada
 

O bullying em sua forma mais caótica e impactante é quando a “zoação” vai para o ambiente virtual

 

O termo “Bullying” tem aparecido bastante nos últimos tempos, e todo mundo já sofreu ou conhece alguém que sofreu, mas, qual o significado? A palavra “Bully” significa “valentão”, fazendo referência a todas as formas de agressão possível, sejam verbais, físicas ou emocionais.

Cyberbullyng, arma virtual legalizada

A famosa “zoação”, pode não ser tão engraçada para quem está do outro lado da moeda. O Bullying é caracterizado quando a “brincadeira” que está sendo feita, sem motivo aparente e exercida por um ou mais indivíduos, causa algum tipo de dor ou angústia no alvo, tirando a capacidade de defesa por meio da intimidação ou agressão. Sempre há uma diferença de poder ou força entre os envolvidos.

Com o advento da internet, o Bullying também passou a ser praticado no mundo virtual, e foi denominado com o termo “cyberbullying”, a versão online do bullying. Uma problemática do cyberbullying é que, assim como qualquer coisa que um dia foi inserido na internet, não se tem como controlar nem mensurar as postagens e fotos compartilhadas com exatidão. O poder da rede é ilimitado e os ataques se tornam ainda mais perversos nos meios virtuais, feitos geralmente em maior escala e mais agressivos.

A internet ainda favorece a prática por propiciar o anonimato do agressor. Fotos íntimas que são vasadas, vídeos, casos de pessoas que se unem para atacar outras, ou até mesmo páginas criadas apenas para difamar outras pessoas. Assim é estabelecida uma cultura do ódio, e a internet se torna uma arma para agredir.

Cyberbullyng, arma virtual legalizada

A psicóloga Julia Buarque explica que, talvez, uma das saídas para solucionar parte desses problemas, seria uma espécie de “etiqueta virtual”, ou seja, ensinar os jovens e crianças – aqueles que são mais afetados pelo cyberbullying, por questões de maturidade e até dificuldade de se colocar no lugar do outro – a administrar e utilizar com sabedoria as ferramentas em mãos, como os aplicativos de conversas e os sociais.

A psicóloga ainda ressalta que, os adolescentes não entendem a gravidade que é uma foto íntima vazada ou um comentário maldoso. Dessa forma as redes sociais se tornam um termômetro que indica a necessidade de se repensar a educação social, já que o mundo virtual é tão dinâmico e as crianças e jovens estão cada dia mais inseridas no ambiente online.

Os jovens se importam cada vez mais com a opinião virtual, sempre em busca de curtidas e comentários. Cada ação virtual é pensada para gerar “likes” e seguidores, para conseguir reconhecimento e popularidade, sendo que, qualquer falha é fortemente criticada, o que afeta diretamente na autoestima dos jovens que pode trazer vários riscos à saúde física e mental.

Cyberbullyng, arma virtual legalizada

“Cutting”, é uma prática mais normal entre o público feminino que sofre de bullying. Elas se cortam e ficam horas e horas trancadas em banheiros. É um tipo de mutilação, mas também um pedido de socorro. “Uma autoestima detonada para um adolescente pode detonar todos os outros campos da vida do jovem” afirma Juliana.

É recomendado aos pais seguirem os filhos nas redes, principalmente o adolescente e pré-adolescente e estar por dentro da vida deles nas redes sociais. Além de acompanhar, é preciso conversar e estarem próximos, para que o responsável possa cumprir seu papel de conselheiro, mas sem sair dos seus próprios mundos virtuais e tarefas diárias.

Aprender a lidar diariamente com as emoções dos filhos e participar de suas rotinas também é necessário. “O sentar e conversar com o filho com qualidade é importante.

No trajeto da escola para casa e vice-versa, não importa onde seja. Ouvir a gente ouve, mas escutar é com o coração. Precisa apenas sentar e ouvir, assim, é possível interagir e se integrar com seu filho e identificar se ele pode ou não estar sofrendo qualquer tipo de bullying, virtual ou não” instrui Juliana Buarque para todos os pais.

 

Cyberbullyng, arma virtual legalizada

A psiquiatra da infância e adolescência Gianna Guiotti Testa, ressalta que o cyberbullying e o bullying convencional são práticas que possuem uma relação importante com transtornos mentais. “Isto porque muitos transtornos mentais nesta idade – crianças e adolescentes – cursam com impulsividade, irritabilidade e agressividade. Sendo assim, é importante identificar no autor do bullying um possível transtorno mental como causa. Muitas vezes estes adolescentes são expulsos da escola onde causaram o problema e não demora muito para a situação se repetir em outra escola, gerando cada vez mais problemas e agravando os sintomas” explicou a psiquiatra.

A atitude extrapola a “brincadeira” e a “zoação”. Para aquele que sofre, os danos podem ser tão profundos que da prática de cutting pode evoluir rapidamente para um estágio de depressão ou até mesmo para um ato de suicídio. Cabe ressaltar que bullying não é saudável muito menos brincadeira e pode levar a destruição.

Gianna lembra que na maioria das vezes, os responsáveis não têm conhecimento de situações graves vivenciadas pelas crianças, por isso é importante sempre ficar atento aos conteúdos acessados por eles, e as informações trocadas em grupos e redes sociais.

Diante desta realidade, ações educativas e de promoção de saúde são importantes dentro do ambiente escolar. Foi pensando na gravidade deste problema, que a Opysaude, clínica psiquiátrica especializada em saúde mental da infância e adolescência, em parceria com o escritório Santa Cruz de advocacia, especializado em direito digital e escolar, criou o projeto ASEAT (Assessoria de Segurança e Educação em Alta Tecnologia).

As ações da ASEAT incluem palestras e oficinas nas escolas para estudantes, pais e professores. Estes encontros têm acontecidos em algumas escolas no Distrito Federal e em outras cidades, com intuito de educar os estudantes para uso adequado das novas tecnologias digitais, e alertar também pais e educadores quanto aos sinais de um possível transtorno mental associado e envolvimento em Cyberbullying.

Se quiser entender mais sobre o projeto, acesse o site e informe-se.

Serviço:

Site da Opysaude: www.opysaude.com.br

Site do projeto ASEAT: www.aseat.com.br

 

 

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Já temos 1 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Maria Dianese

Maria Dianese

Excelentes informações e orientações
Para os pais e educadores.
★★★★★DIA 12.03.19 21h45RESPONDER
Nubia Paula
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