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Construindo casos de Sucesso com Distúrbios de Aprendizagem

Por: Maria Eugênia Braga

Construindo casos de Sucesso com Distúrbios de Aprendizagem
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                                                      Muito ainda temos que conquistar, muito para nos aperfeiçoar e aprender. Os desafios dos distúrbios de aprendizagem são muitos, nas escolas, clínicas, ou em casa. Educação e Saúde ainda não fizeram o casamento ideal para que possamos experienciar uma realidade confortável com a inclusão. Mas é inegável que a inclusão é, cada vez mais, uma realidade nas escolas e que as escolas estão cada vez mais preparadas, ou pelo menos abertas a acolher o aluno com distúrbios de aprendizagem. Com isso, estão sendo criadas demandas para que mais profissionais estejam qualificados para o diagnóstico e acompanhamento. Esse início, com cara de fim de texto, é para dizer que “nem tudo são flores”, o caminho normalmente não é fácil, mas cada vez mais, há casos de sucesso escolar.

E como atingir esse sucesso escolar com os distúrbios de aprendizagem?

Vamos dizer que vou apresentar aqui uma versão de uma receita difícil, da qual depende de se experimentar os ingredientes, sendo necessário muita calma para tentar fazer tudo dar certo e paciência para aguardar a massa crescer.

Então, vamos a essa receitinha desse bolo chamado Distúrbios e/ou Transtornos de aprendizagem.

1)     Primeiro Passo: Reconhecer as dificuldades - Quando percebemos que a criança, ou adolescente, está com o rendimento na escola aquém do esperado, logo devemos ir atrás de entender o que está acontecendo. A escola é o primeiro lugar onde os pais buscam encontrar respostas, isso quando não é a própria escola que entra em contato com os responsáveis, para alertá-los e trocar impressões sobre o que os professores têm observado.  

A escola se coloca, então, na posição de orientar os responsáveis, ou seja, de identificar uma dificuldade para o aprendizado, mas não tendo condições (formação e instrumentação), para fazer uma avaliação diagnóstica, propõe alternativas de onde os pais devem buscar essa resposta. Mas vejam, apresentar dificuldades, não significa obrigatoriamente ter um distúrbio, ou transtorno. Dificuldades no aprendizado podem ocorrer por inúmeras causas, de uma simples alteração no cotidiano familiar a problemas mais sérios. Por isso, o diagnóstico é imprescindível e buscar profissionais especializados também.

2)     Segundo Passo: Buscar profissionais para o diagnóstico - A escola, usando da experiência com outros alunos, pode ter numa boa indicação. A escola pode também, sugerir um quadro de risco para um determinado transtorno e nesse caso, indicar um profissional específico. Por exemplo, se a suspeita for de TDA, ou TDAH, a busca por um neurologista, pode ser suficiente. Um neurologista experiente vai observar a necessidade de buscar, ou não, outros profissionais. No suspeita de transtornos emocionais, a indicação de um psicólogo e, ou psiquiatra, pode ser tudo que se precisa. No caso de suspeita de dislexia, a indicação será uma equipe multidisciplinar. Mas cuidado, sabemos que os vários distúrbios têm muitos sintomas semelhantes, esses sintomas ainda podem ser semelhantes a outros quadros clínicos de outra natureza, ou, para bagunçar ainda mais, pode haver uma comorbidade entre eles. Por exemplo, um disléxico pode também ter TDAH.

Por isso, que na minha opinião, se o quadro não for absolutamente claro, a melhor opção é buscar uma equipe multidisciplinar. Uma equipe multidisciplinar, normalmente, é formada por psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo, mas no processo de avaliação, além de consultarem os familiares e a escola, ainda avaliam a necessidade de pedir outros exames e envolver outros profissionais, para confirmar, ou descartar todas as possibilidades e fechar um diagnóstico preciso. Através de uma equipe, todos os sintomas e queixas, serão avaliadas, nas diversas abordagens, ou seja, não irão avaliar o que parece ser, mas vão rastrear todas as possibilidades para encontrar as causas dos sintomas apresentados. Chamamos esse processo de avaliação multidisciplinar e de exclusão.

3)     Terceiro passo: Diagnóstico – Ele é essencial.  O diagnóstico vai dar a resposta necessária para indicar o caminho certo e não se perder tempo em fazer um tratamento baseado em hipóteses, afinal, nem sempre é o que parece. Como já vimos anteriormente, os sintomas dos diferentes transtornos podem ser semelhantes, mas as causas não, e as intervenções também diferem. O diagnóstico correto aponta o caminho certo, pois seja qual for o resultado, os profissionais envolvidos no processo de avaliação, vão produzir um relatório, descriminando os sintomas de dificuldade apresentados, determinando suas causas e orientando o acompanhamento mais adequado.

4)     Quarto Passo: Pós diagnóstico – Chegamos a intervenção. Mais uma vez, temos que estar ciente de que buscar um profissional preparado, fará toda a diferença para um acompanhamento eficiente. Mas desta vez, estaremos em vantagem. Além da escola, agora podemos contar com os profissionais que realizaram o diagnóstico, para buscarmos um acompanhamento adequado.

5)     Quinto passo: Criar uma rede entre pais/responsáveis, escola e profissional - Tão importante quanto o diagnóstico e a intervenção, é propiciar que escola, pais e, ou responsáveis e profissional do acompanhamento, mantenham sempre trocas de informações atualizadas. A escola, por exemplo, pode ir alterando a forma de corrigir a prova do aluno, cobrando somente o que a profissional, disser que já pode ser cobrado. A escola pode ir dando um retorno para a profissional, das conquistas observadas em sala de aula. Conhecendo cada passo, a mãe (pai, ou responsável) será mais capaz de acompanhar e colaborar para que as conquistas do filho sejam reforçadas em casa. Ou seja, essas 3 frentes trabalhando bem afinadas, vão contribuir para um sucesso mais breve e eficaz.

Mas como saber, se estamos no caminho certo?

O caminho certo dá resultado.

Não se apresse, deixe as coisas irem tomando forma e rumo. Os resultados irão surgir com o tempo, se tudo estiver correndo bem, entre um semestre e outro, as coisas vão começar a mudar, se não em notas, na parte emocional. Apoiada, e com a intervenção certa, a criança, ou adolescente vai se sentindo mais seguro, mais aliviado da carga emocional que carregava e o mais importante, ele mesmo vai perceber que está superando suas dificuldades.

Em não havendo resultados positivos, e isso a escola vai poder lhe ajudar a perceber, não hesite em buscar outro profissional. Uma vez, meu irmão, ainda pequenininho, respondeu para minha mãe: “Cada gente é uma gente”. Pois é isso aí. Tenha em mente que, o que deu certo para um pode não dar certo para o outro. Uma profissional com resultados excelente em um determinado caso, pode não obter resultados tão bons em outro. Mesmo na escola, as professoras devem lançar mão de estratégias que funcionem para cada caso.

E a cereja do bolo? Calma, paciência, acolhimento, disposição, bom humor e muito amor!!!

 

Até o próximo artigo! Beijos e Sucesso, sempre!!!

   

Ah!!! Se acharem que posso colaborar para esclarecer mais alguma coisa, vamos usar os comentários para trocar informações. Bjnhos

 

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Já temos 4 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Maria Eugênia Braga

Maria Eugênia Braga

Obrigada, Carmem!!! Bj
★★★★★DIA 02.05.19 22h26RESPONDER
N/A
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Adelaide Reis

Adelaide Reis

Acho que esse bolo não tem como não ficar ótimo. Excelente artigo!
★★★★★DIA 30.03.19 12h38RESPONDER
Nubia Paula, Maria Eugênia Braga
Enviando Comentário Fechar :/
Maria Eugênia Braga

Maria Eugênia Braga

Obrigada, querida!!! bj bj
★★★★★DIA 02.05.19 22h26RESPONDER
Nubia Paula
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Carmem Lucia Pereira

Carmem Lucia Pereira

Parabéns pelo excelente artigo!!!!!
★★★★★DIA 29.03.19 23h38RESPONDER
Nubia Paula, Maria Eugênia Braga
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