X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
PUBLICIDADE

A reinvenção das escolas

Nos últimos anos educadores têm enfrentado muitos desafios nas escolas devido à grande velocidade com que a cultura e a sociedade se transformam. As crianças e adolescentes tem acesso a informações e mídias digitais que nem mesmo os pais conseguem imaginar e acompanhar.

A reinvenção das escolas
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

A reinvenção das escolas

Nos últimos anos educadores têm enfrentado muitos desafios nas escolas devido à grande velocidade com que a cultura e a sociedade se transformam. As crianças e adolescentes tem acesso a informações e mídias digitais que nem mesmo os pais conseguem imaginar e acompanhar.

A cena de terror que presenciamos em uma escola na ultima semana é mais um, talvez o de maior magnitude e tragédia, de muitos problemas enfrentados hoje em dia por gestores, educadores, e profissionais de saúde mental.

Todos estes problemas (violência, cyberbullying, adultos que se comportam como selvagens em grupos de whatsapp, excesso de exposição, etc), estão relacionados às mídias digitais.

Por isso, uma forma de prevenir acontecimentos deste tipo, é criar regras de conduta do uso destas mídias na escola, ter um espaço para refletir com os estudantes as situações vivenciadas por eles em redes sociais, refletir sobre os conteúdos dos games, as fotos e informações compartilhadas e suas consequências. A escola tem que fazer parte desta realidade tão valorizada e utilizada pelas crianças e jovens!

Também como forma de prevenção primaria da violência, a escola deve propiciar o ensino da educação socioemocional, de acordo com diretrizes da nova base comum curricular proposta pelo Ministério da Educação.

”Educação socioemocional é uma prática que tem por finalidade estimular a identificação, a compreensão e a regulação das emoções nas relações pessoais e interpessoais, desenvolvendo valores que levam a formas mais evoluídas de funcionamento.

Através dela, os indivíduos são incentivados não só a adquirir, mas também a aplicar estes conhecimentos, habilidades e atitudes buscando a promoção de ambientes mais saudáveis e criativos, partindo do pressuposto de que uma pessoa que conhece mais a si tem mais condições de perceber e respeitar as emoções dos seus semelhantes.

Educação socioemocional (do inglês, Social and Emotional Learning – SEL) foi um constructo proposto no ano de 1994, por uma equipe de especialistas da área da saúde e da educação conhecida como CASEL (Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning).  Nesta ocasião, a CASEL apresentou a classificação de 5 competências socioemocionais fundamentais que vêm sendo consistentemente estudadas até hoje.

 Autoconhecimento: reconhecimento das próprias emoções, valores, auto-eficácia e limitações.


Consciência social: está ligada ao cuidado e à preocupação com as outras pessoas, assim como à capacidade de perceber a emoção do outro e aceitar sentimentos diferentes do seu; apreciar a diversidade e respeitar o próximo.


Tomada de decisões responsável: conseguir identificar problemas reais, analisar e refletir sobre essas situações; ter habilidade de resolução de problemas através de atitudes baseadas em preceitos éticos, morais e com fins construtivos.


Habilidade de relacionamento: formação de parcerias positivas, pautadas pelo compromisso, pela cooperação, pela comunicação efetiva e pela flexibilidade na negociação de acordos. Saber solicitar e oferecer ajuda.


Autocontrole: capacidade de autogerenciamento de comportamentos e emoções a fim de se atingir uma meta. Orienta a motivação interna e consequentemente, a disciplina e a persistência frente a desafios. Nesse sentido, pode utilizar-se de ferramentas como a capacidade de organização, o humor e a criatividade”(retirado do site www.cucalegal.org.br).


Já como forma de prevenção secundaria, mas urgente a ser implantado, é a inserção de profissionais de saúde na escola, afim de capacitar e orientar educadores, gestores, funcionários e ate mesmo estudantes, sobre possíveis sinais e sintomas de transtorno mental.

Percebendo estes sinais e fatores de risco para auto e heteroagressividade(suicídios e episódios de violência), os estudantes ou educadores devem ter um canal ( ainda que anônimo) de alerta e imediatamente a escola deverá envolver a família e profissionais de saúde e segurança para atuar impedindo desfechos ruins.

Muitos transtornos mentais nesta faixa etária cursam com isolamento social, agressividade, impulsividade, percepção distorcida dos fatos, intolerância a frustração e outros sintomas. Uma vez detectado um transtorno; psiquiatras, psicólogos, orientadores, professores,colegas e família devem unir forças e ajudar a criança ou adolescente.

Muitas vezes os gestores e educadores percebem problemas e mesmo acionando a família, os pais ou responsáveis, pouco ou nada é feito para mudar a situação. Nestes casos, a escola deve ser amparada legalmente (criando mecanismos para que os pais se responsabilizem por procurar ajuda).

A escola deve ser o local onde nossos filhos se sintam seguros, respeitados por colegas e professores, e onde os pais confiem que os filhos estão sendo formados para crescerem felizes e autônomos, desenvolvendo toda sua capacidade e contribuindo para um futuro melhor para si próprio e para o planeta.

 

Por: Gianna Testa

Medica psiquiatra com atuação em infância e adolescência

Para saber mais consulte: www.opysaude.com.br

www.cucalegal.org.br, www.santacruzadv.com.

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Veja Também:

Artigos Relacionados

Olá, deixe seu comentário para A reinvenção das escolas

Enviando Comentário Fechar :/
PUBLICIDADE